Nesta sexta-feira (5), a ADPERJ realizou o último encontro do Grupo de Estudos PRÁXIS 2025, em uma roda de conversa dedicada às práticas e teses exitosas do CONADEP. O encontro reuniu duas referências nacionais no tema – Adriana Burguer, defensora pública do Rio Grande do Sul, e Amelia Rocha, defensora pública do Ceará – com facilitação da presidenta Juliana Lintz e da diretora de Articulação Social, Patricia Magno.
“Com participação de defensoras e defensores de todo o país, o encontro manteve o espírito que faz do PRÁXIS um espaço de estudo vivo e acolhedor: troca, reflexão e aprofundamento sobre como a Defensoria Pública transforma realidades quando articula teoria e prática”, explicou a presidenta Juliana Lintz.
Um grupo inspirado em Paulo Freire
O PRÁXIS é inspirado na concepção freiriana de que a união entre teoria e prática gera transformação concreta no mundo. “O grupo busca conectar reflexões teóricas com a atuação prática, pensando a práxis — essa ação transformadora da realidade, aplicada ao trabalho de defensoras e defensores”, explica Patricia Magno.
Ao longo de 2025, o grupo se debruçou sobre as teses e práticas vencedoras dos Congressos Nacionais da Defensoria Pública (CONADEP), que se tornaram, nos últimos anos, um espaço fundamental de intercâmbio de experiências exitosas de todas as regiões do país, viabilizando – ainda – a concretização dos princípios institucionais da unidade e da indivisibilidade.
A evolução dos concursos de práticas e teses
O primeiro CONADEP foi realizado pela ADPERJ e sediado no RJ, em 2001. Durante os encontros, os convidados e participantes revisitaram a trajetória desses concursos, que começaram timidamente no primeiro CONADEP – inicialmente restritos a convites específicos e sem espaço fixo na programação.
Em muitos anos, aconteciam de forma improvisada, paralelamente às grandes palestras, com pouca visibilidade. O primeiro CONADEP foi realizado pela ADPERJ e sediado no RJ, em 2001.
Com o tempo, passaram a ter salas próprias e, depois, maior estrutura – mas ainda competindo com outras atividades centrais dos congressos. “A virada ocorreu no CONADEP realizado em Curitiba, realizado em 2015, quando as apresentações ganharam lugar privilegiado nas manhãs do evento. No congresso seguinte, em Florianópolis, alcançaram centralidade definitiva, ocupando parte inteira da tarde”, lembrou a defensora Amelia Rocha.
Desde então – e já caminhando para quase uma década dessa consolidação – o concurso de práticas e teses se afirma como o coração dos encontros nacionais.
“É um espaço em que existe um verdadeiro intercâmbio de experiências que foram testadas e deram certo. Ali discutimos nosso ethos, nossa razão de ser, e fortalecemos a unidade institucional da Defensoria Pública”, destacou Adriana Burguer.
Encerramento marcado pela emoção
O último encontro do PRÁXIS 2025 refletiu esse amadurecimento coletivo da instituição e do próprio grupo de estudos. Segundo Patricia, foi uma reunião marcada pela emoção, algo perceptível em todo o registro audiovisual.
“Foi muito bonito. Nós nos emocionamos o tempo inteiro. É nesses espaços que sentimos, profundamente, que a Defensoria é uma só, indivisível”, completa a diretora da ADPERJ.
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