Desembargador Marco Aurélio Bezerra de Mello segue membro da ADPERJ.
08/08/2018
Associado em todos os momentos: o Desembargador Marco Aurélio Bezerra de Mello segue na ADPERJ

Foram 15 anos de Defensoria Pública. Em junho, comemorou sua primeira década como desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. E nesses 25 anos, Marco Aurélio Bezerra de Melo segue associado da ADPERJ. “Enquanto me deixarem ficar, eu fico!” – brincou o magistrado em seu gabinete durante entrevista concedida ao Jornal do Defensor.

De acordo com ele, parte da motivação em se manter membro da entidade classista é afetiva. “Os anos que passei na Defensoria foram de muito amor e paixão pelo trabalho, além disso, fiz grandes amigos”. A outra justificativa é mais estratégica: “acredito na ideologia da ADPERJ, no seu estatuto, em tudo que ela defende. Confio que a advocacia popular tem que ter esse apoio” - afirma.

Entre 1993 e 2008, tempo que esteve na Defensoria, Marco Aurélio passou pela falta de estrutura, de equipe técnica e salário muito abaixo das outras carreiras congêneres. Nesse período, não existia Defensoria Pública da União e a Instituição não tinha legitimidade para entrar com ações coletivas. “Na minha época, Defensor era um advogado para dividir miséria. A gente ia para a audiência para falar que ‘a panela fica com ele, o bule fica com ela, o cachorro com ele’. Hoje, você vê Defensor entrando com ação para determinar que a Supervia feche as portas do trem. É outro patamar” – conta.

Como desembargador, Marco Aurélio, que no início do ano lançou com o procurador de Justiça J. M. Leoni Lopes de Oliveira a coleção “Direito Civil”, se utiliza dos anos de contato direto com os mais vulneráveis em suas decisões. “Eu sei das dificuldades que a pessoa pobre tem de produzir prova, de ter acesso à perícia. Eu vim pra cá para tentar, de alguma forma, sensibilizar o Judiciário” - finaliza.


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